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    Tecnologia & Digital

    Experiência do candidato: 81% foram rejeitados sem nenhum contato

    30 de out. de 2026 3 min de leitura
    Experiência do candidato: 81% foram rejeitados sem nenhum contato

    Os candidatos estão se esforçando mais do que nunca para serem notados. Enquanto isso, as empresas recebem mais candidaturas do que conseguem avaliar. No meio disso, a experiência do candidato piorou. Agora, uma nova pesquisa da Greenhouse mostra o tamanho desse desencontro.

    O estudo ouviu mais de 2.800 pessoas nos EUA, Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Austrália. Embora não haja dados do Brasil, os comportamentos são familiares para qualquer recrutador daqui.

    Experiência do candidato: mais esforço, menos retorno

    Primeiramente, os números mostram a frustração de quem procura emprego:

    • 71% fizeram algo a mais para serem notados;
    • 27% pagaram por um serviço de currículo;
    • 81% foram rejeitados no último ano sem falar com ninguém;
    • 45% dos entrevistados ficaram sem resposta da empresa depois da entrevista.

    Além disso, na Geração Z, a rejeição sem contato é ainda mais frequente: 38% dizem que isso acontece quase sempre.

    O jogo de gato e rato com a IA

    A IA mudou o jeito de se candidatar. Assim, hoje os candidatos escrevem para dois públicos: o sistema que faz a triagem e o recrutador que pode desconfiar do uso de IA.

    • 77% dos candidatos nos EUA usaram IA para procurar emprego;
    • 62% tentaram táticas para passar pela triagem automática;
    • 40% incluíram palavras-chave de habilidades que não têm;
    • um terço colocou texto escondido para enganar os filtros.

    Para o RH, portanto, a consequência é séria. Afinal, um filtro baseado só em palavras-chave premia quem joga melhor com o sistema, e não quem tem as competências.

    O que o candidato quer mostrar

    Apesar de tudo, o desejo é simples. Por exemplo, quase todos (96%) querem mostrar algo que a candidatura não permite. Além disso, mais da metade quer provar que sabe aprender e se adaptar.

    Além disso, a entrevista com IA não assusta tanto. Entre quem fez uma, inclusive, 70% sentiram que puderam mostrar suas habilidades. A condição é transparência: 88% querem que a empresa seja obrigada a avisar quando usa IA.

    Como melhorar a experiência do candidato na sua empresa

    1. Responda a todos. Afinal, o silêncio é a reclamação número um. Um retorno automático, gentil e com prazo claro custa pouco e melhora a imagem da empresa.

    2. Revise o que a sua triagem premia. Por exemplo, combine critérios objetivos com evidências reais, como perguntas bem desenhadas, testes curtos e amostras de trabalho.

    3. Dê espaço para o candidato mostrar como pensa. Afinal, uma etapa com perguntas padronizadas revela mais do que um currículo polido por IA.

    4. Seja transparente sobre o uso de IA. Primeiro, explique o que a ferramenta faz e quem decide no final. Além disso, no Brasil isso conversa com as regras de revisão de decisões automatizadas da LGPD.

    5. Mantenha uma pessoa responsável. Afinal, a confiança depende de o candidato saber que alguém vai olhar as respostas. Por isso, defina quem revisa e em qual etapa.

    Em resumo

    • 81% dos candidatos foram rejeitados sem contato no último ano.
    • 62% tentaram driblar a triagem por IA, e 40% usaram palavras-chave falsas.
    • Os candidatos aceitam IA no processo, desde que a empresa seja transparente.
    • O caminho é responder a todos, avaliar competências e manter pessoas no controle.

    A experiência do candidato virou parte da marca empregadora. A Burh ajuda a montar um processo seletivo que responde a todos, avalia competências de verdade e usa IA com transparência.

    Fonte: HR Dive, 23/10/2026, com dados da Greenhouse.

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